Backend para Lovable: Lovable Cloud, Supabase ou SuperDB.
O Lovable desenha as telas, mas o banco, o login e os arquivos do app moram em algum lugar. Esta página compara os três lugares possíveis pelo que pesa depois que o app sai do protótipo: de quem é a conta, em que moeda ela vem, se sai nota fiscal, onde ficam os dados e quanto custa ir embora. Quem escreve é o SuperDB, uma das três opções; por isso os dados dos outros trazem a data em que foram conferidos.
A resposta curta
Se você está validando uma ideia e o app vai viver dentro do Lovable, use o Lovable Cloud. Ele já vem ligado, cria tabelas e login sozinho e não pede conta em lugar nenhum. É o caminho mais curto até a primeira tela funcionando, e ninguém precisa de outra coisa nessa fase.
A conversa muda quando o app ganha usuários de verdade. Aí aparecem perguntas que o protótipo não fazia:
- De quem é o banco? No Lovable Cloud, o banco fica dentro da conta do Lovable. Num Supabase ou no SuperDB, o projeto é seu, com painel, chaves e connection string próprios.
- Quanto custa por mês, e em que moeda? O uso do Lovable Cloud sai dos créditos do plano do Lovable, que é cobrado em dólar. O Supabase também cobra em dólar. O SuperDB cobra em real.
- A empresa precisa de nota? O SuperDB emite NFS-e a cada pagamento, no CPF ou no CNPJ do cadastro, nos planos pagos.
- Onde ficam os dados? Para quem trata dado pessoal sob a LGPD, saber o país do servidor ajuda a responder o cliente e o jurídico.
As três opções, lado a lado
Os dados do Lovable e do Supabase foram conferidos nas páginas oficiais deles em 02/11/2026.
| Critério | Lovable Cloud | Supabase (projeto seu) | SuperDB |
|---|---|---|---|
| O que é | O backend embutido do Lovable, feito sobre a base aberta do Supabase | Postgres gerenciado, com login, arquivos, Realtime e funções | Postgres gerenciado, com RLS, API REST automática, login, arquivos e Realtime |
| Como o Lovable liga | Já vem ligado | Integração nativa do Lovable | Conector MCP nos Connectors do Lovable, mais o pacote @superdb/client no app |
| De quem é a conta | Do workspace no Lovable | Sua, no Supabase | Sua, no SuperDB |
| Moeda da conta | Créditos do plano do Lovable, cobrado em dólar (Pro a partir de US$ 25/mês) | Dólar (Pro: US$ 25/mês) | Real: cartão no mensal; PIX, boleto ou cartão no anual |
| NFS-e para CNPJ | Não informado | Não informado | Sim, nos planos pagos, no CPF ou no CNPJ do cadastro |
| Onde ficam os dados | Américas, Europa ou Ásia-Pacífico, escolhido ao ligar e sem troca depois; país específico só no Enterprise, sob pedido | Você escolhe a região, inclusive São Paulo (sa-east-1) | Servidores no estado de São Paulo |
| Código no servidor | Sim, com Edge Functions | Sim, com Edge Functions | Não tem: gatilhos SQL no banco ou um servidor seu |
| Sair depois | Sem migração em um passo: exportar o banco, restaurar, mover arquivos e refazer login e segredos | É Postgres: pg_dump e connection string |
É Postgres: connection string e pg_dump |
“Não informado” quer dizer que a página oficial não diz; confirme com o suporte da empresa. Os limites de cada plano do SuperDB estão em Preços, e a conta do Supabase convertida para reais está em SuperDB vs Supabase.
Como ligar o Lovable ao SuperDB
São duas conexões, e as duas são necessárias. O conector MCP dá ao agente do Lovable as ferramentas do SuperDB: ele cria as tabelas, liga a RLS, roda SQL e confere as políticas. O pacote @superdb/client é o que o app gerado usa para cadastrar, entrar e ler e gravar dados. O conector funciona em qualquer plano do Lovable, porque ele aceita servidor MCP personalizado.
- Crie um projeto no SuperDB e anote o slug e a anon key, que é pública e pode ir no front.
- No Lovable, abra Connectors, adicione um MCP server com a URL
https://mcp.superdb.com.br/mcpe autentique por OAuth. - Na janela do SuperDB, marque só o projeto do app e autorize.
- Cole no Lovable um prompt que diga, com todas as letras, para usar o
@superdb/cliente não usar o Lovable Cloud nem o Supabase.
O SDK segue os nomes do supabase-js, então o código que o Lovable já sabe escrever muda pouco:
import { createClient } from '@superdb/client'
export const db = createClient(
'https://auth.superdb.com.br',
import.meta.env.VITE_SUPERDB_ANON_KEY,
{ project: 'meu_app' }
)
// cadastro, login e dados, com a RLS valendo
await db.auth.signInWithPassword({ email, password })
const { data } = await db.from('tarefas').select('*')
O supabase-js puro não funciona apontando para o SuperDB, porque o login e a sessão são do SuperDB. O passo a passo completo, com o prompt pronto, as telas da autorização e o que fazer se o conector falhar, está no guia do SuperDB no Lovable.
Crie o backend do seu app do Lovable.
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O que o Lovable costuma pedir ao backend
Antes de escolher, vale olhar o que o seu app vai precisar. A maior parte dos apps do Lovable pede quatro coisas, e as três opções cobrem todas:
- Login. No SuperDB: e-mail e senha, Google, GitHub, Apple, link mágico e MFA, e código pelo WhatsApp nos planos Pro e Escala.
- Tabelas com dono. Cada pessoa vê só o que é dela. Isso é RLS: uma política
user_id = auth.uid()em cada tabela. O agente cria as políticas pelo conector; confira no painel quando ele terminar. - Arquivos. Foto de perfil, PDF, anexo. No SuperDB, buckets públicos ou privados; no privado, toda leitura pede o token de um usuário logado do projeto.
- Atualização ao vivo. Chat, painel, fila de pedidos. O Realtime avisa o app quando uma linha muda.
A diferença aparece na quinta coisa: código que roda no servidor. Cobrar com um gateway de pagamento, chamar um modelo de IA com uma chave secreta ou receber um webhook de outro sistema pede um lugar onde a chave não fique exposta no navegador. O Lovable Cloud e o Supabase resolvem isso com Edge Functions, no mesmo lugar do banco. O SuperDB não tem esse recurso: o que é regra de dados vira gatilho SQL no próprio banco, e o que precisa chamar uma API com chave secreta vai para um servidor seu ou para uma função na hospedagem do front. Se o seu app depende muito disso, essa é uma boa razão para ficar no Lovable Cloud ou no Supabase.
Dois cuidados, qualquer que seja a escolha
- A service role nunca vai no prompt. Ela ignora a RLS. Colada numa conversa com o Lovable, passa a viver no histórico e no código gerado. O front usa só a anon key. A diferença entre as duas está em Service vs anon.
- Teste a RLS com dois usuários. Crie duas contas, grave um dado com a primeira e confira que a segunda não enxerga. É o teste que pega a política esquecida antes do cliente pegar.
Quando cada opção faz sentido
Lovable Cloud
Para protótipo, MVP de fim de semana e app interno pequeno. Nada para configurar, Edge Functions incluídas e uma conta só. O preço é a dependência: o banco fica dentro do Lovable, e sair depois pede exportar, restaurar e refazer login e segredos.
Supabase
Para quem quer o projeto no próprio nome e o maior ecossistema de Postgres: comunidade grande, Edge Functions, região em São Paulo e opção de servidor próprio. A integração com o Lovable é nativa. A conta vem em dólar, então no cartão brasileiro a compra é internacional, e a nota fiscal brasileira não aparece na página de preços deles.
SuperDB
Para quem quer o projeto no próprio nome, com Postgres, RLS e API REST automática, e uma conta que cabe na contabilidade brasileira: plano mensal em real, NFS-e no CPF ou no CNPJ, dados em São Paulo e suporte em português. Os planos pagos começam no Site, a R$ 39/mês, e o Pro custa R$ 119/mês. Não tem Edge Functions nem servidor próprio; se algum dos dois pesa, escolha outra opção da tabela.
Para ir mais fundo
- SuperDB no LovableConector, autorização, prompt pronto e o que fazer se falhar.
- Aprenda construindoApps completos com SQL testado e prompt para o Lovable.
- SuperDB vs SupabaseOnde cada um está à frente e a conta do Supabase em reais.
- Alternativas ao SupabaseCinco serviços lado a lado, com as fontes oficiais.
- Preços do SuperDBGrátis, Site, Pro e Escala, cobrados em real.
- DocumentaçãoQuickstart, SDK, MCP e os conceitos de RLS.
Perguntas frequentes
Qual backend usar com o Lovable?
Para um protótipo ou um app que vai viver dentro do Lovable, o Lovable Cloud é o caminho mais curto. Para ter a conta do banco no seu nome e o ecossistema maior, um projeto Supabase seu. Para pagar em real com NFS-e no CPF ou no CNPJ e manter os dados em São Paulo, o SuperDB, ligado pelo conector MCP.
O Lovable funciona sem o Lovable Cloud?
Funciona. O Lovable aceita um projeto Supabase seu e também servidores MCP personalizados nos Connectors. É assim que o SuperDB entra: o agente cria tabelas e políticas pelo conector, e o app gerado usa o pacote @superdb/client. Peça no prompt para não usar o Lovable Cloud nem o Supabase, senão o Lovable pode escolher o backend dele.
Dá para tirar o app do Lovable Cloud depois?
Dá, mas não num clique. A documentação do Lovable diz que é preciso exportar o banco, restaurar em outro lugar, mover os arquivos e o código e configurar de novo o login, os segredos e os serviços externos. Escolher o backend antes de ter usuários de verdade sai mais barato.
O SuperDB tem funções no servidor como as do Lovable Cloud?
Não. O SuperDB não tem Edge Functions. Banco, login, arquivos e Realtime estão no SuperDB; uma chamada a uma API com chave secreta, como um gateway de pagamento ou um modelo de IA, precisa de um servidor seu ou de uma função na sua hospedagem. Se o app depende muito disso, o Lovable Cloud ou o Supabase resolvem num lugar só.
O SuperDB emite nota fiscal?
Emite. Nos planos pagos, a NFS-e sai a cada pagamento, no CPF ou no CNPJ do cadastro. O plano Grátis não tem cobrança e por isso não tem nota.
Lovable e Supabase são produtos de terceiros, e esta página é a nossa leitura das páginas oficiais deles em 2 de novembro de 2026. Não somos afiliados a nenhum deles. Preços e recursos mudam; confira na fonte antes de decidir.
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